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“Alfaiate dos famosos” fica em silêncio em depoimento na CPMI; ele é suspeito de receber R$ 24 milhões de desvios do INSS


O empresário e alfaiate João Carlos Camargo Júnior, conhecido como “alfaiate dos famosos”, negou envolvimento nas fraudes do INSS durante seu depoimento à CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) e usou o direito de permanecer em silêncio diante de perguntas mais incisivas.Camargo, sócio da empresa MKT, é suspeito de ser um elo central na lavagem de dinheiro do esquema que teria desviado benefícios de aposentados e pensionistas. Ele é um dos suspeitos de ter recebido R$ 24 milhões do esquema que desviou mais de R$ 6,3 bilhões de beneficiários do INSS e, quando questionado sobre a origem e a razão desses valores, optou por não responder, irritando os parlamentares.

O empresário está há 20 anos no ramo da confecção de ternos de alto padrão e já teve um ateliê em Brasília.

O relator da CPMI apontou o alto volume de transações e a falta de explicações claras como indícios de irregularidades e chegou a anunciar que pretendia pedir a prisão de Camargo por obstrução, embora isso não tenha se concretizado imediatamente.

A estratégia de utilizar o direito ao silêncio, garantido por habeas corpus, foi criticada por membros da comissão, que argumentaram que isso impedia o avanço da investigação e a obtenção de respostas cruciais sobre o destino do dinheiro dos aposentados.

“A MKT Connection agiu e sempre age dentro da legalidade e a investigação servirá justamente para deixar claro que não houve qualquer desvio ou irregularidade. Não há nada, absolutamente nada, que envolva a alfaiataria em qualquer investigação e essa associação é um grave erro e uma distorção injusta e inadequada”, diz a defesa de Camargo.

Com informações do G1/DF/ Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
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