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Cale a boca


Sobre os cortes nas verbas das universidades federais e dos institutos federais, a matemática do governo Lula parece ser simples e funcional para evitar greves. Ajusta-se o salário de professores e diretores — em sua maioria alinhados ideologicamente ao governo — e pronto. Quanto aos estudantes, que enfrentam falta de recursos, bolsas reduzidas e estruturas precárias, que se virem. Dinheiro some, mas o silêncio permanece.O curioso é que não há protestos, ocupações ou palavras de ordem contra o Planalto. Por quê? Porque, no fim das contas, professores, gestores e alunos fazem vista grossa. A narrativa política fala mais alto que a realidade orçamentária. Mesmo prejudicados, os estudantes fecham os olhos, afinal, também fazem parte do mesmo campo ideológico. Tudo farinha do mesmo saco.

Assim, o governo corta, o campus aperta o cinto, ninguém reclama e Lula agradece. A conta não fecha na educação, mas fecha politicamente.

RP
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