
Cadu Xavier é a tradução de um problema recorrente do PT no Rio Grande do Norte. A insistência em um nome que não dialoga com o eleitorado e não desperta entusiasmo nem mesmo na própria base. Falta identidade política, carisma e, sobretudo, conexão com o eleitor de esquerda potiguar. É um quadro técnico, mas distante do perfil populista e mobilizador que historicamente sustenta as vitórias petistas.
Na tentativa de suprir essa ausência de apelo, Cadu se afastou da figura de Fátima Bezerra e passou a ser apresentado como “Cadu de Lula”, numa estratégia clara de colar sua imagem à do presidente. Lula, é preciso reconhecer, infelizmente, ainda mantém forte popularidade nas regiões mais pobres do Nordeste, impulsionada pelo assistencialismo. O problema é que a transferência de votos não acontece por decreto, nem por apelido.
Cadu tenta, mas não emplaca. Não empolga, não mobiliza e não tem o que apresentar como vitrine política. O governo Fátima, do qual ele faz parte, é um desastre. O estado segue quebrado, com um rombo que ultrapassa R$ 1,5 bilhão, cenário que afasta qualquer discurso otimista.
Caso tenha o azar de assumir o governo, Cadu herdaria uma gestão desgastada e um estado em frangalhos. Politicamente, é um nome natimorto. Não decola, não tem força popular, não cria narrativa e não gera esperança. Ainda assim, o PT insiste em empurrá-lo como opção ao governo, ignorando o desgaste acumulado e o evidente descompasso entre o candidato e a realidade eleitoral do Rio Grande do Norte.
Blog Ismael Sousa