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Ex-secretário pegou dinheiro vivo 26 vezes na prefeitura em esquema que cita ex-nora de Lula, diz PF


A Polícia Federal aponta que o ex-secretário de Educação de Sumaré (SP), José Aparecido Ribeiro Marin, recebeu dinheiro em espécie proveniente de licitações supostamente fraudadas em pelo menos 26 ocasiões, dentro da própria prefeitura.A operação também apura a atuação da ex-nora do presidente Lula, Carla Ariane Trindade, por suposta ligação com o empresário investigado. Sua defesa nega irregularidades.

Marin foi alvo de busca e apreensão na quinta-feira (15), na terceira fase da Operação Coffee Break, que investiga desvios milionários na compra de materiais didáticos. Segundo a PF, ele autorizava contratações antes mesmo da publicação oficial dos editais, a pedido do empresário André Mariano, dono da Life Educação.

Mensagens de WhatsApp indicam que Mariano repassava informações antecipadas sobre recursos federais e marcava encontros usando o termo “café” como referência à propina. Em alguns casos, ele buscava dinheiro com doleiros antes das entregas na prefeitura.

A PF também afirma que Mariano pagou cerca de R$ 549 mil de uma parcela de um apartamento de Marin, avaliado em R$ 2,86 milhões, em troca de contratos superfaturados.

Durante a operação, agentes apreenderam 11 armas e cerca de 400 munições em uma chácara ligada ao ex-secretário. A defesa informou que o armamento é regular e que Marin é registrado como CAC.

A investigação aponta que o esquema atua desde 2021, envolvendo agentes públicos, empresários e intermediários. A empresa Life recebeu cerca de R$ 70 milhões em contratos com prefeituras paulistas, que teriam sido direcionados e superfaturados.

Com informações do Blog do Fausto Macedo, Estadão
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