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Renúncia de Fátima pode entregar o Governo do RN à oposição por 8 meses

Fátima Bezerra não tem maioria na Assembleia Legislativa. Simples assim. No cenário atual, os deputados alinhados ao governo não chegam nem perto do número necessário para eleger um governador tampão em caso de renúncia. Se Fátima sair agora, o risco é entregar o Governo do Estado à oposição por cerca de oito meses, sem qualquer capacidade de reação.
Isso seria politicamente desastroso. Morte política. A governadora perderia, de uma vez, a estrutura administrativa com cargos, secretarias, orçamento, influência, e ficaria exposta ao desgaste de um rombo fiscal bilionário. Tudo o que hoje é blindado pela máquina e por uma mídia alinhada passaria a ser escancarado, agora sob comando adversário.

A oposição sabe disso e age com cálculo frio. A estratégia não é colocar um nome político, mas um perfil técnico, disposto a executar ações impopulares sem se preocupar com custo eleitoral. O Estado está inchado, gasta mais do que arrecada e vive de um equilíbrio artificial. A conta não fecha.

Fátima enfrenta uma escolha de Sofia: renunciar em abril e assistir ao seu governo ser desmontado pela oposição, ou permanecer no cargo e enterrar o projeto político pessoal para preservar o controle do governo do PT.

Não há terceira via.
Blog Ismael Sousa


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