
O bebê Noah Gabriel, de 1 ano e 10 meses, que precisou passar por uma amputação em outubro de 2025, recebeu próteses de uma clínica de reabilitação em São Paulo após o pai dele, João Victor dos Santos Oliveira, de 24 anos, ter desviado cerca de R$ 113 mil que a família havia arrecadado em doações.A mãe de Noah, Mikaelle Christina, de 27 anos, revelou que o genitor do filho havia usado toda a quantia “com jogos online, jogos de Tigrinho, carros alugados e drogas”. Ela preencheu um boletim de ocorrência e o homem foi preso em 23 de janeiro deste ano, segundo ela.
Noah perdeu os braços e as pernas após ter tido pneumonia com derrame pleural e infecção generalizada. Enquanto estava entubado, o neném teve insuficiência respiratória e teve oito paradas cardíacas. Além disso, ele teve choque séptico e seus membros necrosaram.
Quando estava no hospital com o filho, Mikaelle pediu para João Victor abrir uma conta para arrecadar dinheiro através de bingos, rifas e doações para ajudar a custear o tratamento do bebê. Em determinado momento, ela descobriu que não tinha acesso à conta e tentou resolver a situação com o ex.
Os dois, então, marcaram de se encontrar no banco e, no dia, ele parou de responder as mensagens e desligou o celular. Mikaella, mesmo assim, se dirigiu ao local, esperando que a conta tinha R$ 113 mil reais. Ao falar com o gerente, descobriu que havia menos de R$ 300 na conta.
Desesperada, a mãe abriu uma vaquinha e publicou um vídeo no Instagram que acabou viralizando e chegou na influenciadora Thaise Guedes, que se compadeceu com a história dela e falou com o dono de uma clínica que doou as próteses para Noah. Porém, a clínica fica na capital paulista e Mikaelle mora com Noah e seu outro filho, Ryan Guilherme, de 6 anos, que é autista, em Murici, no estado de Alagoas.
“Essa prótese foi doada no ano passado, mas como é um caso bem atípico não tinha o pezinho do tamanho dele. Foi encomendado e demorou um pouco. Viemos para São Paulo e passamos cerca de 20 dias aqui para fazer todo esse processo”, disse Mikaelle Christina.
Segundo ela, a viagem para o tratamento contou com apoio da gestão municipal da cidade onde a família mora.
Mesmo com o avanço no tratamento, Noah ainda precisa de apoio para caminhar. De acordo com a mãe, a ausência das mãos também dificulta o equilíbrio e a adaptação às próteses.
A prefeitura da cidade onde eles moram, então, arcou com a viagem e a hospedagem em São Paulo. Mikaella e os filhos chegaram na capital paulista no dia 22 de fevereiro e nesta quinta-feira (12/3), vão voltar para casa com Noah andando.
Metrópoles/SP