Foto: CedidaA estudante Ana Luiza Maia, de 16 anos, aluna do curso técnico de Edificações do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) – Campus Mossoró, vem se destacando por uma trajetória acadêmica marcada por conquistas internacionais, participação em olimpíadas científicas e iniciativas voltadas à educação de jovens brasileiros.Filha de professor, Ana Luiza afirma que cresceu em um ambiente onde a educação sempre foi valorizada. Apesar de sempre ter sido dedicada aos estudos, foi aos 13 anos que passou a conhecer novas oportunidades acadêmicas fora da sala de aula, após descobrir pela internet as simulações da Organização das Nações Unidas (ONU), atividades de debate que estimulam pensamento crítico e formação política.
A partir dessa experiência, a estudante começou a se interessar pela possibilidade de estudar no exterior, um sonho que, segundo ela, parecia distante no início. Com o tempo, passou a participar de processos seletivos e programas acadêmicos internacionais, acumulando mais de 15 aprovações e cerca de R$ 100 mil em bolsas de estudo.
Entre as experiências, Ana Luiza destaca programas ligados à Harvard University e a participação presencial em atividades acadêmicas na Kenyon College, nos Estados Unidos. Durante duas semanas na universidade norte-americana, ela produziu mais de 80 textos e teve escritos publicados em uma revista literária voltada para jovens escritores.
Além das atividades internacionais, a estudante também acumula resultados expressivos em olimpíadas científicas. Ela conquistou medalhas de ouro em competições como a Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA), a Olimpíada Nacional de Eficiência Energética (ONEE), a Olimpíada Brasileira de Química Júnior (OBQ.JR) e a Olimpíada Brasileira de Geografia (OBG). Também alcançou o quarto lugar no Hackathon Gemini for Education e venceu uma competição municipal de empreendedorismo.
Outro destaque da trajetória foi a criação do Instituto Potiguando, projeto voluntário voltado para jovens do Rio Grande do Norte interessados em oportunidades educacionais. A iniciativa chegou a ser reconhecida pela Ashoka, organização internacional que apoia projetos de impacto social.
Nas redes sociais, Ana Luiza também passou a compartilhar sua experiência com processos seletivos internacionais. Em cerca de um ano e meio, formou uma comunidade com mais de 20 mil estudantes interessados em estudar fora.
Mais recentemente, a estudante lançou a MaIA, uma plataforma digital voltada para orientar jovens que desejam estudar no exterior. A ferramenta reúne conteúdos sobre redações internacionais, construção de currículo acadêmico, preparação para testes de proficiência em inglês e orientações para entrevistas.
Segundo Ana Luiza, a proposta é democratizar o acesso à informação e reduzir a dependência de agências que cobram altos valores pelo serviço. “O objetivo é mostrar que estudar fora pode ser possível para estudantes brasileiros e que a tecnologia pode ajudar positivamente a educação”, afirma.
Blog do Ismael Sousa