Em defesa, Moraes nega crime e chama denúncia de Mendonça de ‘vingança’



O ministro Alexandre de Moraes protocolou nesta terça-feira (15) um documento de 44 páginas endereçado ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, rechaçando integralmente as acusações e pedindo a anulação do relatório da Polícia Federal que embasa a sessão histórica marcada para esta terça-feira (15).Alexandre de Moraes afirmou que o relatório apresentado por André Mendonça é ilegal e pediu a nulidade da instauração de investigação. Moraes diz, ainda, que “não há indício de infração penal”. Segundo ele, o pedido de Mendonça é uma “vingança”.

A defesa foi apresentada em resposta ao presidente da Corte, Edson Fachin, na noite desta segunda-feira (14/9).

“Apesar da farsa montada e divulgada, não existe absolutamente nada e todos sabem a motivação político-eleitoral dessas criminosas mentiras. VINGANÇA. Está muito clara a tentativa de vingança dos aliados daqueles que tentaram acabar com a Democracia e o Estado de Direito e foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal”, afirma.

Ministro apresentou uma defesa de 44 páginas um dia antes da sessão que vai definir se ele deve ser investigado no caso Master. São 121 tópicos em que ele lista os motivos pelos quais pede que o relatório produzido pela Polícia Federal deve ser anulado. A resposta tinha sido solicitada por Fachin em 3 de setembro, quando ele abriu prazo para Moraes, Mendonça, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, se manifestassem sobre o caso.

Explicações

Moraes alega que o pedido de Mendonça tem motivação política e relacionou a ação à tentativa de golpe de 8 de Janeiro. “A tentativa de Golpe não se encerrou em 8/1/2023, simplesmente mudou seu modus operandi. Mas assim como na primeira vez, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL saberá resistir e sairá fortalecido, mantendo a Defesa plena da CONSTITUIÇÃO, do ESTADO DE DIREITO e da DEMOCRACIA”, escreveu.

Segundo o ministro, o pedido de investigação é ilegal, uma vez que, não foi aberto pela PGR e nem aprovado em plenário. Moraes também afirma que os metadados relatório da PF indicariam que ele não foi integralmente produzido pela corporação.
Notícias políticas diárias

Metrópoles/Fotos Fabio Rodrigues-Pozzebom da Agência Brasil e Carlos Moura do STF
Postagem Anterior Próxima Postagem