Operação da Polícia Federal esvazia nominatas, congela candidaturas e lança incerteza sobre o futuro de AlyssonO escândalo que atingiu como um verdadeiro furacão o prefeito de Mossoró e candidato ao Governo do Estado, Alysson Bezerra, provocou um abalo profundo no cenário político do Rio Grande do Norte. A Operação Mederi, com repercussão nacional, envolvendo a Polícia Federal, prisões de outros investigados e apreensão de material na residência do prefeito, tirou de cena não apenas o pré-candidato, mas contaminou todo o ambiente político.O impacto foi imediato. Candidatos de nominatas, postulantes à reeleição e pré-candidatos de diversos partidos praticamente desapareceram do debate público. O clima é de paralisia. O pós-veraneio, que tradicionalmente marca a retomada das articulações políticas, não trouxe animação alguma. Pelo contrário: deixou o cenário “encharcado”, pesado e travado.
Nem mesmo o lançamento oficial da candidatura de Alysson Bezerra, previsto para este sábado, dia 7, tem conseguido mobilizar ou empolgar. A baixa motivação é visível, e nos bastidores cresce a desconfiança sobre os desdobramentos da investigação e até sobre a viabilidade política do projeto.
A incerteza domina. Muitos se perguntam qual será o próximo passo da Polícia Federal e quais os efeitos concretos da apuração sobre o prefeito de Mossoró. O fato é que a situação é grave, o silêncio fala alto e, pela primeira vez, o calendário eleitoral parece ter sido interrompido por um escândalo que ainda está longe de chegar ao fim.
RP