Após quase oito anos, espaço segue deteriorado enquanto quem deveria cobrar prefere calarJá se passaram praticamente oito anos da gestão da governadora Fátima Bezerra e a realidade do Centro Cultural Adjuto Dias, em Caicó, é de completo abandono. O teatro — que já foi símbolo de cultura, arte e grandes apresentações — hoje está deteriorado, caindo aos pedaços, vítima do tempo e, principalmente, da falta de ação do governo do Estado, que até agora não moveu uma palha para sua reabertura.
O espaço, conhecido pela população como “o nosso teatro”, já foi uma obra primorosa, bonita e respeitada. Hoje, virou retrato do descaso. Mesmo com a importância cultural e histórica para o Seridó, nenhuma medida concreta foi tomada para devolver à população um equipamento essencial para a produção artística local.
Mas o que chama ainda mais atenção é o silêncio ensurdecedor dos próprios artistas de Caicó. Aqueles que antes lutavam, cobravam e se mobilizavam pelo Centro Cultural simplesmente desapareceram do debate. Nenhum protesto, nenhuma cobrança, nenhuma manifestação mais contundente pela reabertura do espaço.
Nos bastidores, a explicação circula: muitos desses artistas recebem recursos de órgãos ligados ao governo, como a Fundação José Augusto e a Fundação Câmara Cascudo, para apresentações em eventos e atividades espalhadas pela cidade — desde que fora do Centro Cultural. Com isso, a pressão some, o silêncio prevalece e o teatro segue fechado.
A pergunta que fica é direta: onde estão os artistas que antes brigavam pelo Centro Cultural de Caicó? É somente uma pegunta.
RP