Empatado com Flávio Bolsonaro nas pesquisas, Lula intensifica anúncio de medidas eleitoreiras



O presidente Lula, dirigentes petistas e governistas comemoraram quando o senador Flávio Bolsonaro anunciou que seria candidato ao Palácio do Planalto. Sem esconder a satisfação, tacharam o filho mais velho de Jair Bolsonaro de “adversário dos sonhos”, por carregar o alto nível de rejeição ao sobrenome e não contar com o apoio entusiasmado de expoentes do Centrão, do mercado financeiro e do empresariado.No PT, a candidatura era vista como um passaporte seguro para a reeleição de Lula. A uma semana da votação, essa crença ruiu, obrigando o presidente a fazer manobras de emergência na tentativa de evitar um revés.

Segundo as pesquisas, Lula e Flávio Bolsonaro estão empatados nas simulações de segundo turno, sendo que em pelo menos uma delas o senador aparece numericamente à frente.

A novidade é o crescimento do oposicionista também no primeiro turno, onde passou a empatar, dentro da margem de erro, com o presidente.

O avanço do rival fez Lula intensificar o anúncio de medidas eleitoreiras e promessas de apelo popular. Nem o discurso na abertura da Assembleia-Geral da ONU escapou da lógica de palanque: após abordar temas da diplomacia, os assuntos logo deram lugar à eleição brasileira.

VEJA / Por Daniel Pereira
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